SER PROFESSOR INICIANTE: UM
ESTUDO SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA DOCÊNCIA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA
Natal Lânia Roque Fernandes
Ricardo da Silva Pedrosa
Os autores fizeram um
trabalho bibliográfico com base nas teorias de Hall, Nóvoa e Motta.
A ideia central do artigo
está em: “dar voz e vez ao professor iniciante”.
Uma ideia que é ressaltada
no texto contempla a importância de um professor, depois de formado e durante a
sua formação, aperfeiçoar-se constantemente, daí o aumento na demanda nos cursos
de formação de professores.
Como o mundo muda
constantemente, frequentemente novas coisas surgem para se fazer conhecimento,
assim, para manter-se atualizado, é preciso ser um “eterno aprendiz”.
O principal desafio,
apontado pelo texto, ao professor, permeia a desvalorização sofrida pelo
professor, como o baixo salário e carga horária elevada, currículo extenso a se
cumprir.
Um dado interessante, em
2008 haviam 108899 para professores de Matemática, no entanto, 43204 ocupavam
essas vagas, logo, estes ocupantes dispunham de muito mais serviço a ser
prestado.
Os autores propuseram que alguns professores recém
formados fizessem algumas autobiografias. Com base nelas, em dado momento, os
autores levantam alguns questionamentos que interferem fortemente na vida docente:
·
Porque escolher esta
profissão?
·
Como estão se
tornando professores?
·
Qual é o perfil de
docentes que eles adotam para si?
·
Quais dificuldades
eles enfrentam?
·
Que influência a
formação inicial teve para a sua formação?
Os autores defendem que a
escola é um espaço de convivialidade. Ressaltam um papel social da escola, onde
ela deve preparar o aluno para viver em sociedade (empregos, valores...).
Dentre os entrevistados, a identificação
com a disciplina Matemática foi o principal motivo para o ingresso na faculdade,
em segundo, o anseio de uma ascensão social.
É colocado um fato, dentre
os professores que lecionam matemática, muitos são formados em outras áreas, o
que desvaloriza o licenciado professor.
De modo geral, são vários os
fatores que conduzem uma pessoa a escolher o caminho das licenciaturas, seja
por influência familiar, endógena, anseio de “subir na vida”, curiosidade. Por fim,
apesar das críticas, os autores defendem que é gratificante a profissão de
professor.
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