quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Fichamento Implicações Para a Prática Docente

FICHAMENTO DO CAPÍTULO IV (Implicações para a prática docente) DO LIVRO INFORMÁTICA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

Borba, Marcelo de Carvalho. Informática e Educação Matemática / Marcelo de Carvalho Borba, Miriam Godoy Penteado. - 4. ed. - Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2010. 104p.


P 56
“as inovações educacionais, em sua grande maioria, pressupõem mudanças na prática docente, não sendo uma exigência exclusiva daquelas que envolvem o uso de tecnologia informática [...] alguns professores procuram caminhar numa zona de conforto onde quase tudo é conhecido, previsível e controlável. Conforto aqui está sendo utilizado no sentido de pouco movimento [...] eles não se movimentam em direção a um território desconhecido. Muitos reconhecem que a forma que estão atuando não favorece a aprendizagem dos alunos e possuem um discurso que indica que gostariam que fosse diferente”.
Comentário
Com o passar do tempo a sociedade vai mudando, a educação de nossas crianças deve acompanhar essas mudanças para que não se encontre estagnado o conhecimento, trazendo, assim um possível impedimento para novas descobertas. As tecnologias, em seu desenvolver, tem auxiliado consideravelmente nestas mudanças, pois através dela é que muitos conhecimentos foram criados. Imaginemos Galileu, quantas descobertas ele teria feito caso não houvesse a luneta, instrumento tecnológico por ele criado. Da mesma maneira ocorre com o computador, este tem servido como ferramenta para simplificar, investigar situações, dentre tantas outras ações que possibilitam surgimento de novas ideias. No entanto, muitos professores por segurança de sua integridade “moral” frente aos alunos, por desconhecer determinados procedimentos computacionais, acabam excluindo tais ferramentas de seus planejamentos. Mas, sobretudo, muitos destes sugere que os recursos da informática possuem um grau considerável de importância em uma sociedade contemporânea.


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P 57
“Perda de controle aparece principalmente em decorrência de problemas técnicos e da diversidade de caminhos e dúvidas que surgem quando os alunos trabalham com um computador [...] os problemas técnicos podem obstruir completamente uma atividade”.
Comentário
Daí uma importância de o professor possuir um conhecimento básico no funcionamento da tecnologia que ele usa como ferramenta de ensino. Com a possibilidade quase que certa de haverem falhas, é de extremo interesse que esse tutor imagine, antes da aplicação de sua aula, muitos possíveis problemas que poderão ocorrer com a utilização de tais ferramentas.


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P 64
“lançar mão do uso de tecnologia informática não significa necessariamente abandonar as outras tecnologias. É preciso avaliar o que queremos enfatizar e qual a mídia mais adequada para atender o nosso propósito”.
Comentário
Em nossa sociedade, com o passar dos séculos, muitos recursos tecnológicos foram criados, a roda, o fogo, as roupas... Contemporaneamente existe uma variedade imensurável de combinações destas tecnologias, podendo exemplificar um veículo automotor, nele estão presentes as rodas, o vidro, o banco, dentro do motor, os cilindros, pistões, dentre centenas de outras tecnologias que unidas propiciam um ”conforto” à sociedade. Se fossemos para um contexto mais geral, poderíamos verificar que uma tecnologia é, em partes, dependente da outra, e no coletivo, muitas vezes, funcionam melhor. Nesta lógica, o uso do computador, em um âmbito educacional, em momento algum exigiria um abandono de outros recursos da mesma casta, como o lápis e o papel.


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P 65
“sabemos que informação não é tudo, é preciso um espaço no qual elas sejam organizadas e discutidas. A escola pode ser esse espaço”.
Comentário
Informação sem objetivo não auxilia o aprendizado dos alunos em momento algum, muitas vezes esta é confundida com conhecimento, ou ainda com sabedoria, três coisas distintas. Um espaço para discussão é de extrema valia, principalmente quando se trata de um contexto escolar, neste espaço são discutidas as informações para que elas se tornem conhecimento e estimulada a razão para que usem deste – o conhecimento – para formular uma sabedoria.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

FICHAMENTO DA INTRODUÇÃO DO LIVRO INFORMÁTICA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

Borba, Marcelo de Carvalho. Informática e Educação Matemática / Marcelo de Carvalho Borba, Miriam Godoy Penteado. - 4. ed. - Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2010. 104p.

P 11
“[...] se o raciocínio matemático passa a ser realizado pelo computador, o aluno não precisará raciocinar mais e deixará de desenvolver sua inteligência”
Comentário
Eis um argumento de um contexto condicionado. Quando um ser qualquer executa um trabalho com apenas uma ferramenta, quando esta faltar ele se tornará incapaz de tal realização.


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P 13
“Parece que não consideram o lápis e o papel como tecnologias, da mesma forma que o fazem com o computador. Para elas, o conhecimento produzido quando o lápis e papel estão disponíveis não causa dependência”
Comentário
Aqui já é uma questão de tradição. Como o lápis e o papel já estão presentes há muito tempo poucas são as reflexões sobre eles, assim sendo poderíamos pensar na seguinte questão. Para uma pessoa que se encontra acostumada com a utilização do lápis e do papel para a sua aprendizagem, se por ventura em determinado evento não dispusesse destas ferramentas, a aprendizagem se daria?


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P 15
“muitos advogam o uso do computador devido à motivação que ele traria à sala de aula. Devido às cores, ao dinamismo e à importância dada aos computadores do ponto de vista social, seu uso na educação poderia ser a solução para a falta de motivação dos alunos”
Comentário
O computador, neste argumento, é visto como uma ferramenta atrativa. Como esta máquina possui um poder social e um dinamismo tamanho a atenção dos alunos acaba ficando presa ao aparelho, dando a oportunidade de o professor usar isso em seu favor.


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P 16
“outro argumento, um tanto nebuloso, é aquele que enfatiza a importância do uso da informática em educação para preparar o jovem para o mercado de trabalho”
Comentário
Muitas vezes um aluno questiona o professor com perguntas do tipo: ‘Quando é que eu vou usar isso?’. Quando se trata do mercado de trabalho, ganhar dinheiro, poucos são os argumentos necessários para o convencimento de uma pessoa a ter tais benefícios.