FICHAMENTO DO CAPÍTULO IV (Implicações para a prática docente) DO LIVRO
INFORMÁTICA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
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“as
inovações educacionais, em sua grande maioria, pressupõem mudanças na prática
docente, não sendo uma exigência exclusiva daquelas que envolvem o uso de
tecnologia informática [...] alguns professores procuram caminhar numa zona de conforto onde quase tudo é
conhecido, previsível e controlável. Conforto aqui está sendo utilizado no
sentido de pouco movimento [...] eles não se movimentam em direção a um
território desconhecido. Muitos reconhecem que a forma que estão atuando não
favorece a aprendizagem dos alunos e possuem um discurso que indica que
gostariam que fosse diferente”.
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Comentário
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Com o
passar do tempo a sociedade vai mudando, a educação de nossas crianças deve
acompanhar essas mudanças para que não se encontre estagnado o conhecimento,
trazendo, assim um possível impedimento para novas descobertas. As
tecnologias, em seu desenvolver, tem auxiliado consideravelmente nestas
mudanças, pois através dela é que muitos conhecimentos foram criados.
Imaginemos Galileu, quantas descobertas ele teria feito caso não houvesse a
luneta, instrumento tecnológico por ele criado. Da mesma maneira ocorre com o
computador, este tem servido como ferramenta para simplificar, investigar
situações, dentre tantas outras ações que possibilitam surgimento de novas
ideias. No entanto, muitos professores por segurança de sua integridade
“moral” frente aos alunos, por desconhecer determinados procedimentos
computacionais, acabam excluindo tais ferramentas de seus planejamentos. Mas,
sobretudo, muitos destes sugere que os recursos da informática possuem um
grau considerável de importância em uma sociedade contemporânea.
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“Perda
de controle aparece principalmente em decorrência de problemas técnicos e da
diversidade de caminhos e dúvidas que surgem quando os alunos trabalham com
um computador [...] os problemas técnicos podem obstruir completamente uma
atividade”.
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Comentário
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Daí
uma importância de o professor possuir um conhecimento básico no
funcionamento da tecnologia que ele usa como ferramenta de ensino. Com a
possibilidade quase que certa de haverem falhas, é de extremo interesse que
esse tutor imagine, antes da aplicação de sua aula, muitos possíveis
problemas que poderão ocorrer com a utilização de tais ferramentas.
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“lançar
mão do uso de tecnologia informática não significa necessariamente abandonar
as outras tecnologias. É preciso avaliar o que queremos enfatizar e qual a
mídia mais adequada para atender o nosso propósito”.
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Comentário
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Em nossa
sociedade, com o passar dos séculos, muitos recursos tecnológicos foram
criados, a roda, o fogo, as roupas... Contemporaneamente existe uma variedade
imensurável de combinações destas tecnologias, podendo exemplificar um
veículo automotor, nele estão presentes as rodas, o vidro, o banco, dentro do
motor, os cilindros, pistões, dentre centenas de outras tecnologias que
unidas propiciam um ”conforto” à
sociedade. Se fossemos para um contexto mais geral, poderíamos verificar que
uma tecnologia é, em partes, dependente da outra, e no coletivo, muitas
vezes, funcionam melhor. Nesta lógica, o uso do computador, em um âmbito
educacional, em momento algum exigiria um abandono de outros recursos da
mesma casta, como o lápis e o papel.
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“sabemos
que informação não é tudo, é preciso um espaço no qual elas sejam organizadas
e discutidas. A escola pode ser esse espaço”.
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Comentário
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Informação
sem objetivo não auxilia o aprendizado dos alunos em momento algum, muitas
vezes esta é confundida com conhecimento, ou ainda com sabedoria, três coisas
distintas. Um espaço para discussão é de extrema valia, principalmente quando
se trata de um contexto escolar, neste espaço são discutidas as informações
para que elas se tornem conhecimento e estimulada a razão para que usem deste
– o conhecimento – para formular uma sabedoria.
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