A EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E O “DESINTERESSE”
DO ALUNO: CAUSA OU CONSEQUÊNCIA?
GT 01 – Educação Matemática no Ensino Fundamental: Anos Iniciais e
Anos Finais
Loriége Pessoa Bitencourt
Este artigo foi baseado em uma pesquisa que a autora fez
em um colégio. O tema principal está relacionado a um estudo acerca da
participação dos alunos no decorrer de uma aula de matemática.
De início, é feito um levante teórico, com algumas
críticas às aulas expositivas, trazendo alguns questionamentos sobre o que faz
os alunos se tornarem não participativos, não críticos, durante as aulas. O principal
fator levantado pela autora foi o de que os métodos que os professores, que
possuem tais problemas com os alunos, iniba o raciocínio dos alunos, estimule-o
a decorar fórmulas respostas, o que, dentro de alguns anos, tais conhecimentos,
fatalmente cairiam no esquecimento.
A pesquisa foi realizada em um colégio, em uma turma de
7º ano, na visão dos professores, com alunos completamente desinteressados,
desmotivados. Para começo foi desenvolvido um questionário que tratava sobre o
interesse deles para com a aula de Matemática e, em seguida, o interesse para
com a escola. Dentre as resposta a maior parte da turma encontrava-se
desinteressada em relação à disciplina e à escola, porém a abnegação para com a
Matemática era um pouco maior.
Para tentar observar uma alternativa para contornar essa
situação, a autora propôs algumas aulas sobre geometria com materiais
manipuláveis e procurou que o foco da aula se encontrasse nos alunos.
No artigo, narra-se que foi uma experiência muito
proveitosa, pois os alunos mudaram “da água para o vinho” e, isso foi
argumentado como um reflexo da prática letiva de modo distinto.
Por fim, a autora trás alguns comentários acerca dos resultados,
advogando que o professor, quando está com uma turma com problemas de
desinteresse, precisa fazer a sua meia culpa e tentar tomar uma atitude
diferente, pois não dá para exigir resultados distintos se as posturas são as
mesmas.
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